
"Quem acha que pode abaixar a cabeça só um pouquinho, que isso não faz mal, é porque não sabe o que é cabeça erguida." (Ana Maria Machado)


Em nossa vida cristã as coisas dependem de um passo e de expectativas vindas agregadas a esse passo. Quando aceitamos Jesus como único e suficiente salvador estamos dando um passo - o maior passo, inclusive - e quando aceitamos Seu chamado para nossas vidas também. Mas nessa caminhada há buracos, pedras, pontes quebradas e as vezes ao invés de darmos um passo fazemos é retroceder.
imos e ele rouba nosso combus- tível: o sangue.
Já renunciou o que?
Cifrões ($$$$$)? Não! Quando se fala em investimento logo pensamos em dinheiro, ações, imóveis, etc. Mas existe um investimento que pouco se ouve. É o investimento no ser humano. Sim. Nós carecemos de uma motivação e mesmo negando essa necessidade, não como fugir dela.
O que esperar para 2011?
We Are The World (Michael Jackson)
As vezes somos plantados em lugares improváveis. Lugares que jamais imaginamos estar. Essas ocasiões são frutos das coisas da vida. 
O que é melhor? Por que é melhor? Qual preferir: a razão ou a emoção? Essas e inúmeras outras perguntas surgem em nossa mente. Como respondê-las?
Antes era possível abrir mão de coisas, que faziam diferença, com facilidade, como se fosse o jogar de uma bolinha de papel no chão. Num processo de formação de caráter, de pessoa e de consciência abrir mão daquilo, que sabemos que não nos levará a bons caminhos, nos tira o sono, a fome e o sorriso dos lábios, entretanto mesmo assim não abrimos mão.
Será que o que dizemos que não é bom seria bom? O que realmente nos satisfaz? Há quem se sinta satisfeito com o desejo e a culpa. Há quem se sinta bem vivendo uma vida pacata. Há quem se sinta confortável com a crise e a dúvida e ainda existem aqueles que não conseguem se distanciar das emoções seja elas quais forem bem à flor da pele.
É neste estágio que nada mais faz sentido, e numa tentativa de encontrar, não se sabe o que, o ser humano se rende por inteiro. O homem se entrega de tal forma que nada mais enxerga, além de uma incrível vontade de viver, mas em seu íntimo não sabe o que. Não sabe.
Marlon Cássio

"Eu vou prosseguirEu não sei mais viver sem Tua presença
Como a terra precisa da chuva preciso de Ti
Os Teus olhos são como fogo
Teu olhar me consumiu
Teu amor não me condenou, me conquistou
Eu pertenço a Ti, Teu sangue me comprou
Com cordas de amor, voce me amarrou
Estou preso ao Teu amor
Com cordas de amor você me amarrou
Com cordas de amor você me amarrou
Teu olhar me capturou, Teu olhar me capturou
Jesus, Jesus
Eu não vou Te deixar
Eu pertenço a Ti Jesus
Uma casinha. Sim, uma casinha no meio de uma montanha imensa quanto aquela. Era uma casa feita com pedras sobre uma outra pedra; de onde Lisie a avistava parecia ser muito escura e suja. Do jeito em que se apresentava, há muito tempo não havia morador algum alí.
Lisie começou sua jornada. Pensava em árvores grandes, bichinhos coloridos, uma lagoa cercada de pedras cobertas pelo lodo verde das plantas. Imaginava também no cantar dos pássaros e se possível colher um ramalhete de flores de todos os tipos e cores. Nos primeiros quarenta minutos nada de excitante, além da adrenalina de sair de casa sem pedir permissão ao seu pai, o qual, logicamente, não permitiria jamais tal ato da filha.
Lisie era uma pequena menina pobre e solitária. Vivia com seu pai e seu cachorrinho Tufão no povoado quase que inabitado de Monte Azul. Sua mãe morreu em seu parto e devido a isso seu pai, um homem grosso e carrancudo, nunca lhe deu atenção . O que ela recebia dele era apenas o que vestir, comer e o suficiente para manter-se viva, mas carinho e afeto jamais.

Abra a porta do coração / Abra o caminho para a solução / Deus tem resposta pra você / Tem um milagre pra fazer / Ele precisa receber de suas mãos / A chave que abre a porta do seu coração / É hora de deixar de lado a solidão / Dê a chave do seu coração pra Deus / Ele está á porta a esperar / Mas não demore muito pra falar / Conte a ele o segredo / Dê a ele livre acesso pra fazer / O seu mais lindo sonho acontecer / A salvação com ele vai entrar /Entregue a chave para Deus / O medo vai se retirar / Tristeza não mais haverá / O sonho se realizará / Entregue a chave para Deus / O mal não te atingirá / Guardado você vai ficar /Entregue a chave para Deus
Eu e você / Não é assim tão complicado / Não é difícil perceber... / Quem de nós dois / Vai dizer que é impossível / O amor acontecer... / Se eu disser que já nem sinto nada / Que a estrada sem você é mais segura / Eu sei você vai rir da minha cara / Eu já conheço o teu sorriso / Leio o teu olhar / Teu sorriso é só disfarce / O que eu já nem preciso... / Sinto dizer que amo mesmo / Tá ruim prá disfarçar / Entre nós dois / Não cabe mais nenhum segredo / Além do que já combinamos / No vão das coisas que a gente disse / Não cabe mais sermos somente amigos / E quando eu falo que eu já nem quero / A frase fica pelo avesso / Meio na contra mão / E quando finjo que esqueço / Eu não esqueci nada... / E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais / E te perder de vista assim é ruim demais / E é por isso que atravesso o teu futuro / E faço das lembranças um lugar seguro... / Não é que eu queira reviver nenhum passado / Nem revirar um sentimento revirado / Mas toda vez que eu procuro uma saída / Acabo entrando sem querer na tua vida / Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar / Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa / Falar só por falar / Que eu já não tô nem aí pra essa conversa / Que a história de nós dois não me interessa... / Se eu tento esconder meias verdades / Você conhece o meu sorriso / Lê o meu olhar / Meu sorriso é só disfarce / O que eu já nem preciso...
(Ana Carolina)
Quando eu te vejo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, ó bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
“Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!”
Como te enganas! meu amor, é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo...
Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes.
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.
O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair cias tardes,
Eu me estremece de cruéis receios.
É que esse vento que na várzea — ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!
Ai! se abrasado crepitasse o cedro,
Cedendo ao raio que a tormenta envia:
Diz: — que seria da plantinha humilde,
Que à sombra dela tão feliz crescia?
A labareda que se enrosca ao tronco
Torrara a planta qual queimara o galho
E a pobre nunca reviver pudera.
Chovesse embora paternal orvalho!
Ai! se te visse no calor da sesta,
A mão tremente no calor das tuas,
Amarrotado o teu vestido branco,
Soltos cabelos nas espáduas nuas! ...
Ai! se eu te visse, Madalena pura,
Sobre o veludo reclinada a meio,
Olhos cerrados na volúpia doce,
Os braços frouxos — palpitante o seio!...
Ai! se eu te visse em languidez sublime,
Na face as rosas virginais do pejo,
Trêmula a fala, a protestar baixinho...
Vermelha a boca, soluçando um beijo!...
Diz: — que seria da pureza de anjo,
Das vestes alvas, do candor das asas?
Tu te queimaras, a pisar descalça,
Criança louca — sobre um chão de brasas!
No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem,
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço,
Anjo enlodado nos pauis da terra.
Depois... desperta no febril delírio,
Olhos pisados — como um vão lamento,
Tu perguntaras: que é da minha coroa?...
Eu te diria: desfolhou-a o vento!...
Oh! não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo.
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo!...