quinta-feira, 7 de abril de 2011

Águas

Dentro de mim fluiu um rio
Jorraram águas pra além da vida
Águas envoltas de mistério
Subindo e descendo em idas e vindas

As folhas flutuando em minha pele
Fazendo ondas de singelos gracejos
Não via esse homem, que perde
Da água o melhor dos anseios

Uns temem, se tremem e fogem
Uns banham, se molham, mergulham
Outros saciam, me bebem
Num passado de muitas águas fundas

Há um Rio de águas tranquilas
Que de mim já vi correr
Hoje só águas rasas
O rio está pra morrer

As fontes foram poluídas
Muito lixo deixei entulhar
As margens estão muito rasas
O Rio Vivo não pode secar

Para que as águas voltem a correr com poder
Vou da Chuva me alimentar
Sua voz soa em meu ser
De novo correr, de novo sonhar


Marlon Cássio

Um comentário:

  1. Tem surpresa para você no meu blog – um selo de reconhecimento. Passa lá e pegue-o.

    Edson Carmo

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