terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cadê a cor?

Parece que com o tempo as coisas deveriam ficar mais nítidas e fáceis de se separarem umas das outras, mas o que tenho visto é que as confusões só crescem, a nuvem de indecisões promete uma chuva tempestuosa e, no entanto, a terra das mágoas só tem rachado mais, abrindo buracos em seu manto roubando o direito de sementes de resolução brotarem.


Cadê a cor? Cadê a graça das coisas? Entre o querer e o porque está um banco de dúvidas e é nele que existem muitos sentados - unfortunately - esperando o dia ter cor e a ter coragem para enfrentar as questões. Está tudo cinza, porque a falta de inspiração não permite que os dias tenham a intensidade necessária para valorar seus tons. Cadê a Faber Castell da vida??? Precisamos pintar o azul do céu, o verde da nossa esperança, o marrom da fé, mesmo que o amarelo da adversidade, mas também o vermelho da vitória e o laranja da saída. O que não podemos aceitar é o cinza da mornidão, porque os mornos são vomitados e depreciados.

Marlon Cássio

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